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Ontem rolou show do Less Than Jake no Circo Voador. E vou dizer, foi ducaralho. Claro, atrasos comuns no Rio de Janeiro (afinal, o show estava marcado para às 10 da noite, mas começou pontualmente à uma e meia da manhã), mas nada que fizesse neguinho deixar de pilhar. Aliás, abre parentêses. Tinham 2 bandas de abertura, Banda Emo1 e Banda Emo2. Algum sujeito passou o show dos caras todo os xingando - e isso eu sei porque os vocalistas malvados de 15 anos ficavam gritando impropérios para o maluco, chamando-o de bobo, feio e cara de melão. Afinal, os caras são emos, eles obviamente ficaram ofendidos com tudo isso, porque são emo e choram. Mas eu tenho sérias desconfianças que devia ser o Luís Henrique Podreira o alvo dos gritos, porque é bem cara dele. E é sempre nesses shows que eu encontro os amigos de 15 anos atrás, porque neguinho despencou cada um pra um canto, mas todos continuam unidos pelo panquerroque. Que fofs. Abre parentêses dentro dos parentêses. O Luis é um maluco igual ao Tank Abbott que é fanfarrão pra caramba e gosta de criar casos. Ele tocava no PNTA (Papai Noel Tomou Ácido) e no Non Stand Crew, além de ser companheiro de copo ocasional e companhia para show ruim no Garage. Boa gente toda a vida. Fecha parentêses. Os dois abertos. Mas então. Daí o show começa, com direito ao Roger falar em português com o povo (ele é metzo a metzo) e neguinho ficar continuamente subindo no palco e se tacando. O tempo inteiro, todo o tempo. Os caras no início ficaram meio no pânico, mas depois relaxaram. E deixaram neguinho pogar e cantar e dançar no palco. Porque, vou te falar, ontem foi o caos, nunca vi o Circo desse jeito (mentira, vi sim, mas foi há 10 anos atrás e não vou ficar falando porque não sou velho). Você estava lá? Foi foda, né? Não estava? Tem o videozinho aí embaixo e mais na minha página do Youtube. Tudo tosco, claro, mas tosqueira domina seriamente. (Vídeo do Sugar in Your Gas Tank) # da mente doentia do miurrause em 29 de Abril de 2007 O blogue que se orgulha de ser nerd (nerd pride, sacou?), descobriu que não é tão nerd assim.
Take the Polygeek Quiz at Thudfactor.com # da mente doentia do miurrause em 26 de Abril de 2007 Então. OK, tem história pra caramba que ficou perdida por aí, mas eu realmente não tive saco de escrever. Márcio, morda as costas, vindo pro Rio eu te conto pessoalmente, com direito a efeitos sonoros e gesticulações. Mas essa eu precisava passar. Foi no finalzinho da viagem, já no caminho pro aeroporto de Chicago. Abre parentêses. Chicago é uma cidade legal. Pequenininha, mas bacana. Parece Nova Iorque, mas sem as vitrines maneiras e os hispânicos. Fecha parentêses. A gente - Gustavo, Carol e eu - fizemos o checkout mais tarde e marcamos com o shuttle de nos buscar às 17:00. Como o vôo para o Brasil era às 21:01, dava tempo e sobrava. Como estávamos em quartos separados e eu ia apresentar meu paper no sábado de manhã e eles iam rodar pela cidade, democraticamente decidi que o quarto que ia ficar reservado era o meu. Que se danem eles. Apresentei o trabalho pela manhã e fui almoçar. Aproveitei para fazer as compras de última hora (tecnologia e coisas nerds, óbvio. Nada daqueles frufrus de menina do post daí debaixo) e voltei pro hotel. Tinha comprado o DVD do Invincible em LA e queria vê-lo. Como ainda eram 2 da tarde, pus os pés pro alto, liguei o notebook e toma a ver o filme. Abre parentêses de novo. O filme é bacana, apesar de ser da Disney (o que significa que o bem vence o mal, espanta o temporal...). Mas decididamente o Mark Marky não passa credibilidade alguma. Mas enfim... fecha parentêses. O checkout era às 4 da tarde. E já ia dar 3 e meia. E nada do casal 20 aparecer. Obviamente eles não estavam com o celular ligado e eu já estava imaginando tacar as malas deles pela janela do 19o andar. Abre parentêses de novo mais uma vez. Eu estava com 2 malas, mais uma mochila e um laptop. Duas malas porque eu saí do Rio com uma, mas com as encomendas alheias da família e o monte de livros que eu comprei, precisei de mais uma. E o Gustavo e Carol também, cada um com suas duas malas grandes e pesadas, mais uma mochila. E o viadinho do Gustavo com uma necessáire por causa das viadagens que ele vira e mexe tem. Pronto, ofendi. Fecha parentêses. Liguei pra recepção e mandei subir um carrinho pra pegar as 10 malas/mochilas. Daí largamos tudo lá embaixo e ficamos entulhando o lobby do hotel - Hilton, óbvio, chique bagaralho - enquanto as pessoinhas nos olhavam com cara de pena. E o Gustavo reclamando de tudo - desculpem pela redundância -, inclusive de um suposto programa de matéria da PUC que ele não tinha preparado ainda. Daí, com um atraso pontual de 20 minutos, chega a van. Malas dentro, frio bagaralho fora, todos acomodados. E o Gustavo reclamando de tudo - outra redundância - até que ele começa: - Que droga. Mas que bela duma blosta. - Que é? - Esse programa. Tenho um monte de buracos e não sei o que enfio neles. Abre parentêses. O Gustavo é viadinho (ofendi de novo), mas a Carol é baixa. Quase escroque. Por isso ela é gente fina. Fecha parentêses. Silêncio. Eu olho pra Carol, que olha de volta e olhamos para o Gustavo, que pergunta: - Quié, porra? - ... - Cacete, não!! Você são escrotos demais. Sim, somos. E foda-se. ;) # da mente doentia do miurrause em 25 de Abril de 2007 Então. Pouco antes de viajar, a Tatiana me pediu que eu comprasse "algumas coisinhas" para ela. - Marcelo, você me traz umas coisas? - Claro, linda, o que você quer? - É na Mac! - Ipod? Yezzzzz!! - Não [, seu ignorante!]. É maquiagem. - Ah. Me manda por e-mail o que você quer, quantidade, cor e referência numérica de tudo que é para eu pedir ao Rodei por São Francisco e nada do e-mail chegar. Ok, primeira parada da viagem, ainda vou ter de subir e descer muita escada com a minha mochila. Bom, muito bom ainda não procurar isso. Melhor comprar depois. Los Angeles. Meio da manhã. Chega o e-mail. A Kelly só ia me buscar lá pelo final do dia. "Larga as coisas no albergue e vai rodar nãoseiaonde, aproveita e faz as compras da Thaty por lá", eu me lembro dela falando algo assim. Obviamente não tinha idéia do que era nãoseiaonde, muito menos aonde ficava. Vou rodar. Vou acabar achando. Ou não. Achei. Third Street Promenade. E saio rodando e perguntando em tudo que é loja se eles vendiam aquela batalhoada da tal Mac. Depois de uns 3 nãos e alguns "é mais adiante", achei a tal loja. Não era bem loja, era um galpão estilizado cheio de - Oi, você tem isso [estica a lista em direção ao nariz da pessoa]? - Ah, temos sim! Você quer escolher? - Não. Tá vendo que tem referência e número de coisinhas? Me dá exatamente o que está na lista e diz quanto custa [para eu sair logo - Ok. Feito isso, pensei ingenuamente: "oba, agora chega de compras de mulher". Ledo engano. Obviamente minha mãe ficou sabendo disso e, por conseqüência, minha irmã e minha prima. E todas elas querendo essas coisas. Chego em Chicago para a conferência. Lista quatro vezes maior que a da Thaty para ser comprada. E mais ainda a tarefa de ir na Victoria's Secret para comprar perfume. Dancei. Separa uma manhã para isso. Neve. Muita. Frio. Vento. Nada mais perfeito que esse clima para entrar em lojas em que eu me sinto extremamente desconfortável. Sweet. - Oi, você tem isso [estica a lista em direção ao nariz da mulher que me atende]? - Ah, temos. E temos uma promoção incrível. - Promoção bom. - Você quer experimentar nossas essências? - Não. Qual que tem mais saída? - Ah, tem o Love Powder, o Power Powder, o Powder Lov... - [Interrompendo] Me dá 2 de cada. - Ahn? - É, dois de cada. - Mas você não quer experimentar? - Não. Eu sou alérgico. Me dá 2 de cada e fecha a conta. E me dá duas dessa coisa também. - ... Voltando para o hotel, descobri que essa era a melhor forma de fazer compras em lugares que você não tem o menor jeito: pede uma grosa do produto que vende mais. Vai ser batata. E seu humor continua lá em cima. Constrangido por entrar num ambiente estranho, mas que se dane. # da mente doentia do miurrause em 15 de Abril de 2007 |
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